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IFRS e US GAAP

A harmonização de normas contábeis é uma necessidade para as empresas que operam além fronteiras pela dificuldade de compreensão das normas locais e por causa das oportunidades de aumentar seus negócios em outros países.

No entanto fatores políticos, culturais, sociais e econômicos têm dificultado esse processo, fazendo com que existam, no mundo, diversas normas contábeis como as IFRS (International Financial Reporting Standards), U.S.GAAP (United States’ Generally Accepted Accounting Principles), e BR GAAP.


A convergência das normas internacionais de contabilidade nada mais é do que a criação de condições para que haja harmonização entre os procedimentos contábeis adotados
entre as normas de diversos países. Esta convergência ocorre a partir das IFRS (International Financial Reporting Standards) ou do seu predecessor IAS (International Association Standards) que são normas de relatório financeiros internacionais os quais são expostos e publicados pela IASB (International Accouting Standards Board) que é uma comissão internacional de normas contábeis.


Dá-se a necessidade de harmonização entre as normas contábeis internacionais, devido ao fato de que todos os anos as organizações multinacionais despendem recursos para publicar seus relatórios contábeis, adequando-os às normas distintas de cada país, de suas respectivas sede e filiais, ou para os mercados de capitais em que negociam. Um bom exemplo são as empresas que têm suas ações negociadas em bolsas de valores. Outro fator também influenciador é que os investidores dessas empresas, ficam confusos pelas informações divergentes entre si, devido à norma contábil usada em cada demonstração de resultados das organizações e julgam essas informações incertas.

A busca pela convergência das normas locais para as normas internacionais (IFRS/IAS) tem sido um momento ímpar nas organizações. Haverá muitas mudanças, já que inúmeros desafios se levantam entre os quais vale ressaltar, por exemplo, a mudança nos resultados das instituições, a mudança nas políticas e culturas organizacionais, a necessidade de treinamento e formação de mão de obra, a interpretação correta das regras internacionais, a adaptação nos sistemas domésticos das empresas, entre outros.


Por outro lado, pode-se apurar também algumas vantagens para as empresas que se enquadrarem neste conjunto de regras. O primeiro fator seria a oportunidade de se conquistar maior confiança no mercado internacional por parte dos negociadores, credores e analistas internacionais, pois a empresa adquire maior transparência.

Outro fator importante é que as empresas multinacionais economizarão tempo, porque não será preciso fazer e refazer as demonstrações, enquadrando-as em várias normas diferentes.

Os profissionais da Capital Finance já trabalham com estas adequações desde antes de sua obrigatoriedade para as SA's de Capital Aberto no Brasil em 2010.